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17 Mai 12 - Crônica "Tulku".
15 Mai 12 - Crônica "Ressonância".
11 Mai 12 - Trogli está em dúvida do que está acontecendo na Corte...
11 Mai 12 - Crônica "Argumento necessário".
8 Mai 12 - Crônica "Esclarecimento".
4 Mai 12 - Crônica "Premoção Criadora".
30 Abr 12 - Crônica "O Maravilhamento".
28 Fev 12 - Crônica "Rilke revisitado".
22 Fev 12 - Crônica "Deus e Autoridade".
14 Fev 12 - Crônica "A Solidão e as diferenças".
7 Fev 12 - Crônica "Réquiem para um Arauto"
31 Jan 12 - Crônica "Volúpia de Viver".
24 Jan 12 - Crônica "Rilke".
17 Jan 12 - Crônica "Finalmente".
10 Jan 12 - Crônica "Dragão Chinês".
3 Jan 12 - Crônica " Superação".
27 Out - Veja qual o novo movimento proposto pelo Trogli no Blog do Trogli.
19 Out - Trogli tem algo atroz sobre Deus. Descubra no Blog do Trogli.
17 Out - Marcha contra a Corrupção - Nova Crônica.
12 Out - Retorno do Blog do Trogli.
28 Jul - Considerando os atos terroristas na Noruega que será responsabilizado? Leia na nova
crônica "De quem é a culpa?".
22 Jul - Divirta-se com a charge da semana no Blog do Trogli.
Tulku
“...o senhor olha para fora, e é isso sobretudo que não deve fazer agora. Ninguém pode aconselhá-lo e ajudá-lo, ninguém. Há apenas um meio. Volte-se para si mesmo. Investigue o motivo que o impele a escrever; comprove se ele estende as raízes até o ponto mais profundo do seu coração, confesse a si mesmo se o senhor morreria caso fosse proibido de escrever. Sobretudo isto: pergunte a si mesmo na hora mais silenciosa de sua madrugada: Preciso escrever? Desenterre de si mesmo uma resposta profunda. E se ela for afirmativa, se o senhor for capaz de enfrentar essa pergunta grave com um forte e simples: Preciso, então construa sua vida de acordo com tal necessidade; sua vida tem de se tornar, até na hora mais indiferente e irrelevante, um sinal e um testemunho desse impulso. Então se aproxime da natureza...” - extraído de Cartas a um jovem poeta de Rainer Maria Rilke.
Esse encontro consigo mesmo aconselhado por Rilke a seu jovem discípulo pode ser visto de muitas formas. Introspecção, inspiração, reflexão ou outra denominação. Se Rilke aconselhava era porque ele aplicava essa postura em si mesmo. E de fato, o que sabemos de sua biografia, era um nômade solitário e descompromissado com as convenções e os seguranças mundanas. Corria o mundo, da Argélia à Rússia, atravessando toda Europa, retendo-se em alguns poucos lugares onde a intuição o levava de encontro à natureza inspiradora. Sua obra Elegias de Duíno, tomou emprestado o nome de um lugar, Duíno, onde havia um castelo que, creio, considerasse mágico. Sinceridade, sutileza, fidelidade a si mesmo, verdade, intuição.
Mas o que se passava com Rilke? De onde vinha sua inspiração?
Como vimos em Ressonância, quando há um emissor vibratório os receptores afins vão vibrar involuntariamente pois são consonantes a ele. O que há é a transferência de energia do emissor aos receptores afins; é esta exatamente esta energia que causa a vibração involuntária do receptor. Analogamente, digamos que uma fonte vibratória específica fizesse vibrar alguma coisa afim em sua alma de maneira tão forte que o impelisse a, por exemplo, escrever, a ponto de preferir morrer a sufocar esta sensação. Seu grande trabalho era, portanto, identificar, decodificar e comparar estas vibrações internas com o trabalho realizado, lançando mão de metáforas e analogias que pudessem representar esses sentimentos. Eis, portanto, as poesias. Poesias que trazem ocultas o mistério, a esfinge, a mensagem sutil dos deuses. A busca do poema perfeito seria a ter mesma vibração percebida internamente. Mas este é um trabalho árduo porque a percepção poucas vezes consegue uma perfeita correspondência. Daí a dor e angústia pela busca da obra ideal. A dor da frustração pode nos fazer morrer diante da impossibilidade, impotência e do insucesso.
De qualquer forma, há uma estreita relação entre o emissor e o receptor. Ao receptor atribuiremos o substantivo: tulku.
17 maio 2012